Educando com o C” ou atacando a moral? Justiça nega multa contra historiadora por performance polêmica na UFMA

Educando com o C” ou atacando a moral? Justiça nega multa contra historiadora por performance polêmica na UFMA

julho 7, 2025 0 Por Albertino Lima

Em meio a debates acalorados sobre os limites entre liberdade artística, decoro acadêmico e expressão identitária, o palco — ou melhor, a sala do seminário “Dissidências de Gênero e Sexualidades”, na UFMA — virou manchete nacional. Tudo por causa da performance da historiadora e artista Tertuliana Lustosa, que resolveu subir o tom (e baixar a calça) durante sua apresentação, em outubro de 2024.

Na ocasião, Tertuliana cantou uma música, nada convencional, “Educando com o C*”, dançou, expôs os glúteos e compartilhou tudo nas redes sociais. A universidade, em questões de imagem e moral institucional, partiu pra cima na Justiça. Pediu multa diária de R$ 5 mil e indenização de R$ 20 mil, alegando prejuízo social e uso indevido a UFMA.

Mas o juiz federal Eduardo Gomes Carqueija, lá da Bahia, onde Tertuliana reside, esfriou os ânimos com uma liminar: negou a multa. Motivo? A universidade não provou que a artista estava explorando comercialmente a imagem da instituição — muito menos que tinha reincidido no comportamento. Segundo o magistrado, censura preventiva não cola quando a liberdade de expressão está em jogo.

A UFMA, por sua vez, promete recorrer. Já a parte mais picante — o pedido de indenização por danos morais — ainda está em banho-maria, aguardando decisão.

Enquanto isso, Tertuliana segue dividindo opiniões: para uns, uma militante corajosa que desafia as amarras do conservadorismo; para outros, uma provocadora que confundiu universidade com cabaré.